Pálpebras
 

CIRURGIA PLÁSTICA DAS PÁLPEBRAS (BLEFAROPLASTIA)

Indicações – Como elementos chave na expressão facial, os olhos transmitem emoções e vitalidade. Ao longo do tempo, as pálpebras passam por mudanças que fazem o indivíduo parecer mais velho e cansado do que realmente é, pois com o processo de envelhecimento as pálpebras se tornam excessivas e flácidas. As pálpebras são compostas por pele, músculo e gordura, que com a idade, associada à predisposição genética e a fatores ambientais, apresentam várias modificações. A pele perde a sua elasticidade, o músculo o seu tônus, e a gordura o seu volume. Então, formam-se pregas e bolsas à volta dos olhos. A cirurgia tem por objetivos a retirada dos excedentes de pele nas pálpebras (Blefarocalásia) com diminuição da flacidez palpebral, a correção das bolsas de gordura palpebrais geradas pelo relaxamento do septo orbitário e diminuição da gordura, a suavização das pregas palpebrais geradas pela diminuição do tônus muscular do músculo periorbitário (musculo orbicularis oculis) e o tratamento da queda das pálpebras superiores a um nível anormalmente baixo no olhar para frente (Blefaroptose). A cirurgia esta indicada a partir dos 18 anos quando a estrutura palpebral atinge a maturidade.

Pré-operatório (antes da cirurgia) - É importante realizar os exames pré-operatórios e as avaliações complementares solicitadas com antecedência. Indica-se não tomar medicamentos que contenham AAS (ácido acetilsalicilico) e vitamina E por 10 dias antes da cirurgia. Os fumantes devem suspender o fumo nos 15 dias que antecedem a cirurgia. É necessário manter jejum completo (não ingerindo nada por via oral, NPO, nem mesmo água) por 8 horas antes da cirurgia.

Técnica Cirúrgica – A cirurgia pode ser feita em caráter ambulatorial no Hospital. A duração da cirurgia varia de 2 a 3 horas dependendo da simetria das pálpebras e do número de pálpebras a serem operadas. As pálpebras podem ser operadas em conjunto (superiores e inferiores) ou separadamente. Se em conjunto as pálpebras superiores devem ser corrigidas sempre antes das inferiores. A anestesia pode ser local, local sob sedação ou geral. A blefaroplastia não corrige as rugas (rítides) à volta dos olhos, a hiperpigmentação periocular ou a queda (ptose) da sobrancelha. Nestes casos ela deve ser associada a outras cirurgias para obter os resultados desejados. Antes de iniciar a cirurgia, as incisões são desenhadas para que se tenha certeza que vão incidir sobre as dobras naturais das pálpebras, no sulco palpebral superior no caso das pálpebras superiores e na linha subciliar no caso das inferiores, mantendo as cicatrizes resultantes mais discretas e imperceptíveis possível. Então, a incisão na pálpebra superior é feita na prega formada pela abertura da pálpebra superior (sulco palpebral) e na pálpebra inferior logo abaixo dos cílios inferiores (linha subciliar). A cirurgia consta da remoção do excesso de pele da pálpebra, expondo o músculo subjacente. Em alguns casos uma pequena faixa de músculo excedente é removida. Para acessar os depósitos de gordura se fazem pequenas incisões no septo orbitário. Pressionando-se então a pálpebra superior, os depósitos são expostos através destas incisões e uma pequena porção de gordura é removida para diminuir as bolsas palpebrais. As incisões são fechadas com pontos absorvíveis e inabsorvíveis. Algumas compressas frias são colocadas sobre os olhos para manter as incisões úmidas e permitir melhor cicatrização.

Pós-operatório (depois da cirurgia)– O paciente tem alta do Hospital cerca de 3 horas depois da cirurgia e pode retornar para casa. Indica-se repouso por 3 dias, com uso de gelo sobre as pálpebras e cabeceira elevada a 30 graus. Após este período o paciente pode retomar suas ocupações habituais, voltar ao trabalho e inclusive dirigir veículos, contudo evitando exercícios físicos extenuantes por 30 dias. Os pontos são removidos em 5 a 7 dias. Sugere-se não remover crostas, apertar as pálpebras ou aplicar maquiagem até 7 dias após a cirurgia. A exposição ao sol com óculos escuros e protetores solares e o banho de mar ou piscina estão liberados após 30 dias da cirurgia. As blefaroplastias de evolução habitual não doem, podendo às vezes haver um equívoco por parte das pacientes que interpretam como dor uma sensação natural de ressecamento na região ocular provocada pela adaptação dos tecidos palpebrais ao seu novo formato, que desaparece após algumas horas. Colírios lubrificantes são eventualmente prescritos para reduzir a irritação ocular. Nos primeiros dias após a cirurgia as pálpebras podem apresentar inchaço (edema) que regride espontaneamente. Com o decorrer dos meses o resultado definitivo vai gradualmente sendo atingido. Apesar de existirem cicatrizes, estas normalmente se tornam imperceptíveis e escondidas pelos contornos naturais das pálpebras.

 
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